AstroBrasil

Arquivo para Abril, 2010

V Circuito Nacional de Astrologia

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V Circuito Nacional de Astrologia

CNA - Central Nacional de Astrologia / São Paulo
Data: 22 de maio de 2010
Local: Livraria Cultura do Shopping Bourbon

Evento gratuito, aberto ao público. Não é preciso se inscrever previamente e é aberto também ao público leigo.

Tema: Astrologia, Destino e Livre Arbítrio

10:30h - Abertura do auditório/inscrições

10:45h – Apresentação da CNA e do evento
Titi Vidal e Patricia Valente
(coordenadora e coordenadora adjunta da CNA/SP)

11h – Previsões – Condições e oportunidades
Palestrante: Célio Barros

Sinopse: Apresentadas as condições, são estudadas as oportunidades dentro do que as condições permitem. As previsões astrológicas são um conjunto de ferramentas para conhecermos e antevermos ciclos pessoais para que possamos nos precaver de situações de risco assim como aproveitarmos as condições favoráveis. Será abordado o papel do astrólogo como consultor, a importância dos ciclos e a polêmica astrologia horária.

12:00 h - A Mecânica cósmica e o livre-arbítrio
Palestrante: Constantino Riemma
Sinopse: Os ciclos cósmicos são todos definidos, previsíveis e, de igual modo, o cenário da existência humana em sua sucessão de dias e estações. Nascemos, vivemos e morremos em circunstâncias que ultrapassam nosso poder pessoal. Nesse quadro de “determinações celestes” somado aos condicionamentos culturais, religiosos, ideológicos, onde caberia o livre-arbítrio? A questão tradicional dos níveis do ser: físico, anímico e espiritual. A delicada relação entre consciência e mecanicidade. As nuances do conceito de livre-arbítrio entre a afirmação “Eu quero, eu posso” e a aceitação “Seja feita a Vossa Vontade”.

13:00 h - almoço

14:30h – Aonde começa a liberdade?
Palestrante: Rui Sá Silva Barros

Sinopse: A liberdade para cristãos, renascentistas e movimento liberal. A descoberta das limitações: astrológicas, sociais, psicológicas e hereditárias. A liberdade como luta.

15:30 h – O Céu de 2010: o que pode o indivíduo?
Palestrante: Márcia Mattos

Sinopse: O ano de 2010 nos oferece um quadro de tensões planetárias incomum. Crise e oportunidade se alternam a cada dia, a cada hora como efeito dessas dinâmicas tensões. O que fazer diante de tão poderoso desenho cósmico e de tão intensas influências coletivas? Qual o papel de cada um diante deste cenário?

16:30h - intervalo

16:45 h - O direito ao meu destino
Palestrante: Robson Papaleo

Sinopse: Todos temos que entender nosso destino, a função para a qual fomos destinados desde o início de nossa vida. Podemos mudá-lo? É preciso temer nosso destino? Fui marcado pelos céus? A previsão é o destino sendo cumprido, mas posso mudar essa rota da vida delineada quando nasci?

17:45 h – Um olhar implacável sobre a Liberdade
Palestrante: Oscar Quiroga
Sinopse: Liberdade é um conceito com o qual nós, humanos, enchemos a boca e do qual nos gabamos. Porém, sob um olhar implacável, não é difícil constatar o quanto chamamos de livres algumas questões que não o são. Destino é necessidade, liberdade é escolha, porém, quantas de nossas escolhas são realmente livres? Onde está a verdadeira liberdade, ou quando a mesma acontece? Esta é a pergunta crucial.

18:45 h - Encerramento

Olhar livre

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A necessidade de libertarmos nosso olhar dos grilhões que nos aprisionam

Por Titi Vidal

Aprendi muita coisa estudando Astrologia, e tantas outras, atendendo e atuando como Astróloga, Taróloga, Radiestesista. Aprendi, continuo aprendendo e sei que continuarei assim. Tenho notado intensamente que um dos grandes aprendizados que se tem é passar a respeitar as diferenças e, principalmente, não julgar. É incrível a mania que o ser humano tem de julgar. De apontar os dedos para o outro, julgando, criticando, recriminando. Será que ninguém percebe que ao apontar um dedo ao outro apontamos no mínimo 3 para nós mesmos? E mais, será que ninguém percebe que se julgamos também podemos ser julgados? E que ninguém é assim tão superior que possa avaliar, julgar, criticar as outras pessoas? Posso dizer que ao aprender Astrologia, percebemos a realidade do pensamento “cada um é único”. Percebemos que cada pessoa tem suas motivações, sua criação, seus desejos, necessidades, suas fraquezas, desafios e forma de encarar as coisas. Com certeza, ninguém está dentro do outro para saber o que o motiva a fazer isso ou aquilo. É impossível entrar no interior de qualquer outra pessoa e perceber seus reais sentimentos e necessidades, o que causa dor, medo, vontade. Apenas temos como saber o que se passa em nós mesmos, e quando percebemos isso também. Pois é muito comum a falta de consciência em relação às nossas verdadeiras motivações. Isto significa que se geralmente já é difícil darmos conta de nós mesmos, imagine dos outros. E ficar preocupado apenas em julgar o outro, em viver a vida alheia, em apontar o dedo e dizer que nunca faria isso ou aquilo, demanda uma energia! E quem somos nós para fazer isso?! Enfim, na minha humilde visão, devemos cada vez mais buscar o auto conhecimento e o entendimento de que somos diferentes uns dos outros, mas que temos também muito em comum. Isto significa que não temos como saber o que se passa no íntimo das demais pessoas mas que somos todos seres humanos e devemos aprender a compreender e aceitar as igualdades e, principalmente, as diferenças. Quando aceitamos o outro, ainda que sem concordar, sem dúvida vivemos mais felizes, sem tantos desgastes além do que já tendemos a ter. Isto vale para todos nós. Viver mais a própria vida, aceitando a vida dos outros. Sem dúvida muito do que somos, do que fazemos, do que escolhemos também não é aceito ou respeitado pelo outro. Pensando nisso talvez fique mais fácil perceber o quanto também estamos suscetíveis às avaliações e julgamentos alheios. E quem gosta de ser julgado? Pelo contrário. A preocupação com a imagem que passamos, com estarmos sempre “certos” e perfeitos aos olhos do outro costuma ser preocupação freqüente. Com isso, a tendência é vivermos os padrões da nossa família, da nossa sociedade. É comum se viver infeliz ou em uma falsa felicidade apenas pela manutenção daquilo que nos foi programado ou planejado, ignorando que temos essência, alma, vontades e vocações. Seja ao viver um relacionamento infeliz, uma profissão apenas pela segurança, uma amizade pelo status ou qualquer outra coisa assim. E quem disse que isso tudo é seguro? Será que é melhor viver o que achamos ser o mais perfeito, o mais bonito, o mais correto, ou tentar ser de fato feliz? Particularmente voto na última opção. E ser de fato feliz é ser aquilo que somos e aquilo que podemos ser, que nem sempre é o que planejamos inicialmente, ou aquilo que os outros esperam de nós. Costuma ser difícil, inclusive, olhar para quem busca a real felicidade e a verdadeira expressão de si mesmo, pois pessoas assim nos mostram que é possível mudar, que se pode jogar tudo para o alto e ser realmente feliz. E como isso não é fácil, pelo contrário, dá muito trabalho, o mais comum é fugir disso. Mas vale tanto a pena! E isso está diretamente voltado a grande tendência humana a julgar. Porque se não estamos conectados plenamente com aquilo que está em nosso interior, se estamos vivendo sob as máscaras que criamos ou criaram para nós, como é que vamos conseguir respeitar o outro, se não respeitamos nem a nós mesmos? Isto, na minha opinião, vale para todos. Principalmente alguém que se dispõe a lidar com pessoas, a ser um astrólogo, um tarólogo, um terapeuta, um psicólogo, um médico, ou qualquer pessoa que lide diretamente no contato com o outro. Como ajudar alguém, se além de não se ajudar, não consegue enxergar que o outro tem uma essência e suas motivações, sem fazer julgamentos? Para mim isso é impossível. Apenas podemos fazer um bom trabalho ao entender o que está por trás, ou melhor, por dentro do outro. Para se relacionar bem, independente da relação ser profissional, é preciso aceitar o outro como um ser humano cheio de vontades, de fraquezas, de motivações. Já cansei de ver gente julgando o outro, também, pela própria experiência. Esta é outra questão importante a ser trabalhada por nós, tanto para nos relacionarmos bem com todos, principalmente para quem lida diretamente no contato com o outro. Então, se a pessoa teve uma experiência ruim com o pai, por exemplo, tende a achar que todos passam por isso. Ou alguém que tem ou teve um casamento infeliz, tende a achar que todos casamentos são assim. E a realidade é bem distante disso. Afinal, se somos únicos, vivemos também experiências únicas. E precisamos estar abertos para saber o que o outro tem a dizer, porque o outro vive desta ou daquela maneira e se o outro também quer nos ouvir. Como dizem os mais antigos: se conselho fosse bom não se dava, vendia. Pois bem, este é outro ponto. Se julgar e guardar para si já é algo complicado, falar isso então, pode se tornar um grande problema. Por isso a necessidade de cuidar muito bem das palavras, seja um conselho ou opinião que damos a um amigo ou em um atendimento como profissional. As palavras tem um peso e podem magoar, influenciar e fazer muita diferença na vida de uma pessoa. Então, cuidado ao falar o que pensa. Outro cuidado importante é o julgamento às avessas, a imitação. Achar que o outro é que está certo, que está sendo bem sucedido, que está feliz, e querer fazer e ser exatamente do mesmo jeitinho que o outro é. Isto é um grande perigo e algo muito comum. Mas se somos únicos, ao tentar ser o outro não seremos bem nós mesmos e muito menos o outro. Vamos nos lembrar, em qualquer das alternativas, que o que é melhor para um nem sempre é o melhor para o outro. Vamos tentar entender o que é melhor para nós. Ou melhor, quem somos nós de fato e o que podemos fazer para desenvolver este “eu interior” que sempre clama por sair para a vida e aparecer! Vamos aprender a nos aceitar em primeiro lugar. Vamos tentar entender que se algo no outro nos incomoda ou não concordamos com isso, provavelmente isto pega em alguma questão nossa, pessoal. E então vamos aprender a aceitar o outro, e respeitá-lo exatamente do jeito que ele é. Quem sabe um dia conseguimos, então, aprender a nos relacionar melhor e sermos de fato verdadeiramente felizes.

Plutão retrógrado

Retomando mudanças, superando desafios

Por Titi Vidal

De 07 de abril a 14 de setembro de 2010, Plutão está retrógrado.
Um planeta fica retrógrado quando seu movimento aparente é de que ele está seguindo em direção contrária ao movimento do Sol. Astrologicamente, um retrogradação indica que os assuntos ligados àquele planeta podem sofrer uma desaceleração, uma pausa ou uma mudança de direção. Assim, sempre que um planeta fica retrógrado, vale a pena pararmos para refletir a respeito e nos adiantarmos, fazendo nossas reflexões. No caso de Plutão, estamos falando em grandes mudanças e transformações. Assim, tudo que vem sendo muito mexido e transformado em nossas vidas pode sofrer uma pausa e até mesmo mudar de direção. Assuntos antigos podem ser retomados e situações que aparentemente já haviam sido superadas podem voltar à tona. Se isso acontecer, é sinal que a coisa não estava assim tão bem resolvida e que precisa de alguns ajustes antes que se possa definitivamente virar a página ou seguir adiante. Assim, tudo que for retomado nesta fase merece atenção. Em especial os grandes assuntos e tudo aquilo que tem passado por mudanças nos últimos tempos. Plutão tem a ver também com profundidade e intensidade e estando retrógrado nos convida a refletir o quanto mergulhamos de cabeça em nossa vida e o quanto somos suficientemente profundos e intensos ao viver a vida. Temos que nos lembrar que Plutão está transitando por capricórnio e assim trazendo mudanças em relação às bases e estruturas e sua retrogradação pode nos mostrar que ainda é preciso mais esforço em nossas ações para que as coisas possam de fato acontecer. De qualquer forma, seja em qual casa estiver atuando neste momento em nosso mapa astrológico e que planetas esteja tocando, uma retrogradação de Plutão pode dar um novo tranco em algo que acreditávamos já ter sido superado e pedir que as mudanças seja feitas por definitivo. Agora, como estamos falando em uma retrogradação, seja o que ele ativar neste momento, já nos foi avisado ou mexido quando ele passou pela primeira vez e, portanto, o quanto teremos de facilidade ou dificuldade em lidar neste momento tem muito a ver com o quanto já estamos envolvidos neste processo de mudanças ou o quanto tentamos ignorar em um primeiro momento. O fato é que Plutão não aceita resistências e é justamente por isso que seus trânsitos são tão lentos. Ele vai nos convidando aos poucos a mudar, mexendo com nossas raízes mais profundas para ter certeza de que o processo será definitivo. Assim, quando retrograda, traz novamente à tona assuntos já mexidos e transformados, nos dando uma segunda chance para encarar o que tem que ser feito de frente, sem medos ou resistências. Até porque por mais que um trânsito de Plutão seja difícil, seu objetivo é nos conectar com o que há de mais essencial em nós mesmos, com o que temos de mais profundo e com o que nossa alma mais precisa. Até por isso, Plutão nos conecta com toda força e coragem que temos e nos mostra tudo aquilo que somos capazes de fazer. Por isso, vale a pena aproveitar estes tempos em que Plutão está retrógrado para avaliar e fazer um balanço sobre o que tem acontecido em nossa vida e como podemos viver este momento da melhor forma possível.

Saiba mais sobre um trânsito de Plutão

Saiba mais sobre Plutão em capricórnio (em especial para os capricornianos e os outros signos cardinais: áries, câncer e libra)