AstroBrasil

Aos meus queridos alunos..

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Escrevi esta mensagem quando a minha primeira turma do curso de Formação em módulos concluiu o curso.
Eu desejava transmitir a eles um ‘tiquinho’ do meu imenso amor pela “nossa arte” e também dizer-lhes que aquilo tudo que eles haviam aprendido era só o início de uma longa caminhada, mas que valia muito a pena.
Então escrevi essa mensagem que foi entregue a cada um juntamento com o certificado de conclusão. 

Queridos Alunos,

Hoje vocês estão recebendo seus certificados.
Lembrem-se, porém, que por si só, esse certificado não faz de vocês astrólogos.
Ele é só o começo de uma grande viagem que, suspeito, começa aqui, mas não sabemos aonde termina. Talvez daqui a várias encarnações…
Gostaria de transmitir a vocês as palavras que meu velho mestre, Waldyr Fücher, grafava no certificado que concedia a seus alunos:

“Este certificado produzirá efeitos em seu titular, em conformidade com o contexto do seu horóscopo, através da Intuição de Urano, da Inspiração de Netuno, da Força Interior de Plutão e da Persistência de Saturno.”

Muitas vezes me senti desanimada, frente ao desafio de apreender esse enorme corpo de conhecimento que é a Astrologia, mas o poder que emana dessas palavras me deu a força necessária para seguir estudando e me aprimorando mais e mais.
Naquele tempo eu achava que sabia Astrologia; hoje sei que o que eu sei é muito pouco, mas o pouco que eu sei é muito, o suficiente para poder acender uma luz para as pessoas que me pedem um trabalho astrológico.

Portanto, desejo a vocês tudo de bom em sua vivência como astrólogos. Desejo que vocês saibam respeitar seus clientes e que os vejam, não como um mapa, mas como um ser humano que está diante de vocês.
Desejo que vocês sejam discretos e humildes, mas não se amedrontem diante dos que acusam a Astrologia de tantas coisas.
Por fim, desejo que vocês se aproximem do Criador através do estudo de Sua obra, e que suas vidas e seu trabalho sejam a prova viva de Sua existência, do Seu Poder e do Seu Amor.

Com muito carinho,

Divani

Natal e coisa e tal…

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A maioria só pensa em presentes: lojas lotadas, bolsos vazios…

Outros só pensam nas comidas: supermercados cheios, prateleiras vazias…

Mas o motivo de tanta celebração, será que alguém se lembra?

Sinto que dizer “Feliz Natal” não diz nada para as pessoas. É mais ou menos como quando entrevistaram um monte de pessoas sobre a letra do hino nacional e ninguém sabia o que quer dizer “plácidas”, “lábaro” ou “retumbante”.

Será que sabem que “Natal” quer dizer nascimento? Os astrólogos sabem, com certeza, pois dizemos “mapa Natal” para nos referir ao famoso “mapa astral” - o mapa astrológico do nascimento de alguém.

Mas as pessoas dizem “Feliz Natal” e não sabem que estão dizendo “Feliz Nascimento”!

E a que nascimento quer se referir a expressão? Ao nascimento de Jesus Cristo, claro!

- Isso qualquer um sabe responder, dirão vocês.

Mas desejar a alguém um feliz nascimento não soa estranho?

Com certeza, pois o nascimento em questão é o da presença divina em nós. Entenderem agora? Por isso que me dá um sentimento de tristeza ver as pessoas se desejando um feliz Natal, sem atentarem para o significado do que estão dizendo. 

Desejar Feliz Natal quer dizer desejar que Ele, o enviado divino, representante da chama sagrada, presente em todas as coisas, nasça, cresça, brilhe e se fortaleça em nosso coração.

Os presépios de antigamente tinham uma imagem do menino bem pequena, proporcionalmente muito menor do que as outras imagens, para significar essa fragilidade da chama divina que tenta se manter acesa dentro de nós. A caverna ou estábulo onde a mãe do menino deu à luz  simbóliza o nosso coração, lugar inóspito e frio onde a criança tem que viver.

Pobre criança… Pobre de nós, que substituimos esse rico simbolismo do presépio pelo Papai Noel da Coca Cola, todo vermelho, com seu  ridículo “ho, ho, ho” americanizado. Sinal dos tempos materialistas e consumistas que correm.

Mas ainda tenho esperança e fé nas pessoas e  desejo para todos um verdadeiro “Natal”. Que façamos um esforço para nutrir e fortalecer a chama sagrada que nasce, diariamente, dentro de nós. Esse empenho contínuo em nos tornarmos melhores é que se pode chamar de “Espírito do Natal.”

Então, FELIZ NATAL!

Divani

Mestre

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Mestre, meu mestre querido!
  Coração do meu corpo intelectual e inteiro!
  Vida da origem da minha inspiração!
  Mestre, que é feito de ti nesta forma de vida?
  Não cuidaste se morrerias, se viverias, nem de ti nem de nada,
  Alma abstrata e visual até aos ossos,
  Atenção maravilhosa ao mundo exterior sempre múltiplo,
  Refúgio das saudades de todos os deuses antigos,
  Espírito humano da terra materna,
  Flor acima do dilúvio da inteligência subjetiva…

Mestre, meu mestre!
  Na angústia sensacionista de todos os dias sentidos,
  Na mágoa quotidiana das matemáticas de ser,
  Eu, escravo de tudo como um pó de todos os ventos,
  Ergo as mãos para ti, que estás longe, tão longe de mim!

Meu mestre e meu guia!
  A quem nenhuma coisa feriu, nem doeu, nem perturbou,
  Seguro como um sol fazendo o seu dia involuntariamente,
  Natural como um dia mostrando tudo,
  Meu mestre, meu coração não aprendeu a tua serenidade.
  Meu coração não aprendeu nada.
  Meu coração não é nada,
  Meu coração está perdido.
  Mestre, só seria como tu se tivesse sido tu.
  Que triste a grande hora alegre em que primeiro te ouvi!
  Depois tudo é cansaço neste mundo subjetivado,
  Tudo é esforço neste mundo onde se querem coisas,
  Tudo é mentira neste mundo onde se pensam coisas,
  Tudo é outra coisa neste mundo onde tudo se sente.
  Depois, tenho sido como um mendigo deixado ao relento
  Pela indiferença de toda a vila.
  Depois, tenho sido como as ervas arrancadas,
  Deixadas aos molhos em alinhamentos sem sentido.
  Depois, tenho sido eu, sim eu, por minha desgraça,
  E eu, por minha desgraça, não sou eu nem outro nem ninguém.
  Depois, mas por que é que ensinaste a clareza da vista,
  Se não me podias ensinar a ter a alma com que a ver clara?
  Por que é que me chamaste para o alto dos montes
  Se eu, criança das cidades do vale, não sabia respirar?
  Por que é que me deste a tua alma se eu não sabia que fazer dela
  Como quem está carregado de ouro num deserto,
  Ou canta com voz divina entre ruínas?
  Por que é que me acordaste para a sensação e a nova alma,
  Se eu não saberei sentir, se a minha alma é de sempre a minha?

Prouvera ao Deus ignoto que eu ficasse sempre aquele
  Poeta decadente, estupidamente pretensioso,
  Que poderia ao menos vir a agradar,
  E não surgisse em mim a pavorosa ciência de ver.
  Para que me tornaste eu? Deixasses-me ser humano!

Feliz o homem marçano
  Que tem a sua tarefa quotidiana normal, tão leve ainda que pesada,
  Que tem a sua vida usual,
  Para quem o prazer é prazer e o recreio é recreio,
  Que dorme sono,
  Que come comida,
  Que bebe bebida, e por isso tem alegria.

A calma que tinhas, deste-ma, e foi-me inquietação.
  Libertaste-me, mas o destino humano é ser escravo.
  Acordaste-me, mas o sentido de ser humano é dormir.

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Mestre realmente é quem abre os olhos, quem ensina a ver. Quem nos dá asas e nos ensina a voar. E que se sente responsável pelos seus alunos como um pai se sente responsável pelos seus filhos. e se alegra com suas vitórias e se entristece com suas derrotas. E tal qual um verdadeiro pai, tem sempre uma palavra de amizade, que nem sempre é para concordar com a gente, mas para nos orientar, mostrar uma direção.  Parabéns Mestres!  

As Sem Razões do Amor

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Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou de mais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade, in ‘O Corpo’

OS CÉTICOS

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Os céticos não fazem história, contemplam-na à distância, comodamente, instalados na sabedoria do não correr riscos. Nossa cultura os tem elogiado. Eu tenho minhas dúvidas sobre eles.
O cético não ajuda na construção do edifício, apenas diz: acho que desse jeito vai desabar. Mas se lhe perguntarem: então, como deve ser, ele dirá, não me perguntem, não sou engenheiro, minha função é não acreditar.
O ceticismo é o barateamento de uma certa filosofia. O cético não vive, desconfia. Não participa, espia. Não faz, assiste. O cético (em não fazendo nada) se julga melhor que todos os que fazem.
Já ouviram falar de “arte conceitual”? – aquela em que o autor não faz a obra, apenas projeta seus propósitos; não realiza, apenas diz como seria se realizasse? Pois o cético é o criador da “vida conceitual”.
Não contem com o cético para uma revolução. E se houver revolução, e se ele se misturar aos vencedores, vai dizer: vocês não perdem por esperar. Não convidem o cético para fundar uma cidade. Não é sequer bom guardião de biblioteca e é com desconfiança que ouve o canto dos pássaros.
O cético não planta uma árvore, já duvidando que a semente brote. Dependêssemos dos céticos estaríamos nas cavernas, não teríamos feito sequer o primeiro machado de pedra lascada. A sorte do cético é que outros plantam e colhem para ele.
Certas épocas elegem o cético como modelo. Tristes épocas. O cético não tem nada a perder, porque não joga. E como, em grande parte, a maioria dos sonhos humanos não se realiza como a gente pretendia, o cético considera-se sempre um profeta. Da inércia, é claro.
Fosse Deus cético e não teria sequer dito fiat. Nem Colombo teria partido para a América com aquelas três caravelas. O cético tem paralisia na alma. O irmão gêmeo do cético é o cínico.
Os céticos, é claro, são assépticos e esqueléticos de sonhos. Os céticos têm movimentos milimétricos, movem-se em círculos rastejantes, não têm a mágica leveza do equilibrista atlético.
O cético é um ser original que precisa ser melhor pesquisado, pois só tem uma vértebra, a vértebra do invertebrado. O homem de ação age, o romântico, sonha, o cético, tem atitudes bisonhas.
O cético é cauteloso. Parece um santo humilde e, no entanto, é o maior orgulhoso: orgulha-se, não do excesso de carne, mas do osso.
O cético, enfim, é um amante perverso e curioso, pois o seu maior prazer é não ter gozo.
 

                                                                       - Affonso Romano de Sant’Anna -

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No próximo dia 7 de março, às19h00 farei uma palestra na LIVRARIA SOBRADO em Moema.

Eles têm receio de associar a livraria com assuntos polêmicos como Astrologia, então vamos abordar o tema de maneira objetiva, despojada de significados “esotéricos” ou viés místico. O nome da palestra é “Astrologia - Ciência ou Superstição?” Vou tentar convencer uma platéia talvez cética - a Lua vai estar em Virgem - de que a Astrologia não é coisa de gente iletrada e ignorante, mas sim um conhecimento vivo, uma ferramenta que pode ser usada para melhorar o entendimento entre as pessoas. 

Foi por esse motivo que resolvi trancrever esse texto do Affonso Romano de Sant’Anna sobre os céticos.

Quem tiver interesse deve ligar e reservar com antecedencia pois o evento é gratuito e o número de vagas é limitado.

Vejam informações aqui

Av. Moema, 493 - Moema - São Paulo - SP

(11) 5052-3540

http://www.livrariasobrado.com.br

A era de Aquário segundo a Astrologia

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ATENÇÃO: Este artigo foi publicado originalmente no Jornal Magus em agosto 1997, o termo globalização não tinha ainda se popularizado; antes também dos protestos estudantis, ocorridos em julho de 1999, no Irã pedindo mais liberdade.

Mais recentemente tivemos o surgimento dos “homens bomba” muçulmanos, os atentados de 11 de setembro de 2001, duas guerras - no Afeganistão e no Iraque, e ainda, a surpreendente eleição de Barack Obama, saudada pelos quatro cantos do planeta como símbolo de mudança.

Realmente, o mundo mudou muito, e muito rápidamente na última década. Coisas de Urano, regente de Aquário…

*****

Neste fim de século, que coincide com o fim do milênio, a Humanidade está em busca de respostas para suas aflições. Na verdade, as próprias aflições funcionam como que um empurrãozinho para que nos voltemos para espiritualidade, procurando entender o porquê dos sofrimentos, principalmente aqueles que nos atingem na própria pele.
Dos anos 70 para cá, houve um renascimento de todas as ciências esotéricas, da Astrologia, Numerologia etc., inclusive através do movimento hippie, com seu desprezo pelo poder estabelecido e por todas as verdades pré-concebidas. O desejo de paz, amor e liberdade fez florescer no coração das pessoas uma nova esperança. A esperança de que um tempo de Amor, Justiça e Fraternidade estaria a caminho – A Era de Aquário. Convém que façamos um parêntesis aqui, para esclarecer o que vem a ser uma era. Existem 12 eras zodiacais, uma para cada signo do zodíaco sideral. Cada uma dessas eras, dura 2.160 anos em média, e faz parte de um ciclo maior – a precessão dos equinócios. A precessão é o deslocamento vagaroso da esfera celeste, em relação ao ponto onde o Sol cruza o Equador, a cada equinócio, ou seja, os pontos onde o dia e a noite são iguais em toda a Terra - em 21 de março e 22 de setembro. O ciclo todo dura, aproximadamente 25.920 anos e as eras se sucedem em sentido contrário ao dos signos dos quais levam os nomes. Por isto, depois da era de Áries veio a atual, Peixes, e depois virá Aquário. Como podemos concluir, pela idade de nosso planeta, já houve outras Eras de Aquário e nem por isso atingimos a sonhada Fraternidade Universal . Para quem aceita o conceito de Karma é muito difícil acreditar que possamos passar do atual estágio evolutivo para uma era de bem aventurança, sem expiarmos nosso pesado Karma passado. Exemplo disto é  que na própria natureza podemos observar que, se hoje temos chuvas torrenciais em alguns lugares e estiagens tremendas em outros, isto se deve aos maus tratos que infringimos ao nosso meio ambiente, através de queimadas e desmatamentos irracionais, bem como da poluição do ar, da terra e da água por substancias tóxicas. Agora estamos colhendo os frutos de nossa própria incúria.
Há muita controvérsia sobre quando teria início a Era de Aquário. Para muitos astrólogos ela começou em meados do século XX, com a descoberta da eletricidade por Thomas Edson - ele mesmo um aquariano; para outros, antes mesmo disto, por volta de 1780 com a descoberta de Urano e a Revolução Francesa. Alguns ainda, situam seu início num futuro distante muitos séculos de nós, enquanto outros alegam que ela começou com a entrada do planeta regente de Aquário – Urano – neste signo, no começo de 1996. De qualquer forma, uma era não termina num determinado dia e outra começa no dia seguinte. Por muito tempo elas caminham lado a lado, se mesclam, se interpenetram e podemos notar os efeitos de ambas sem dificuldades. Podemos ver traços da agonizante era de Peixes no fanatismo religioso muçulmano, nas seitas apocalípticas dos EUA, no avanço das drogas, na sexualidade exacerbada etc., como também estamos vendo muitas coisas de natureza aquariana, como o incrível desenvolvimento tecnológico, aplicado à todas as áreas do conhecimento humano como a Medicina, com sua engenharia genética, transplantes e cirurgias à laser, etc.; nas Telecomunicações, com a rede mundial de computadores, anulando a distância entre as pessoas; na Economia e na Política com os grandes conglomerados industriais*, a união dos países em blocos econômicos como a CEE, Comunidade Econômica Européia , o NAFTA, e o MERCOSUL; a organização da sociedade em defesa das minorias, dos direitos humanos e na preocupação com a Ecologia e com a qualidade de vida das pessoas.
Não devemos esquecer porém que Aquário é regido por dois planetas: Saturno e Urano. Saturno, tenta preservar a segurança e lançar sólidas estruturas fazendo-nos buscar pertencer a algo maior do que nós mesmos: uma associação, uma comunidade, um clube, um grupo, etc. As gangs e quadrilhas também são grupos que seguem um ideal comum e  temos visto sua alarmante proliferação, sobretudo entre os jovens. O lado Urano de Aquário diz respeito ao progresso e às preocupações sociais. Urano nos impele a buscar um tipo de consciência de grupo que os místicos de todas as eras sempre sonharam: a união das partes com o Todo ou Universo (o verso daquele que é uno); O UM NO TODO E O TODO NO UM, e não a oposição: EU AQUI DENTRO VERSUS VOCES AI FORA; porque em oposição à Aquário, na roda do zodíaco, temos Leão, signo de liderança e que sempre tenta impor sua visão de mundo aos outros. Leão simboliza a identidade, a individualidade, e também o Poder e a autoridade. Por isto, para haver ideal aquariano é preciso haver equilíbrio (Igualdade) ou seja, respeito pela individualidade de cada um (Liberdade) sem perder de vista o interesse coletivo (Fraternidade).
Cientistas têm feito experiências que provam que tudo está interligado no universo. É fato sabido que, a habilidade conquistada por um indivíduo de uma determinada espécie é transmitida a todos os outros indivíduos desta mesma espécie, mais cedo ou mais tarde, quando não, quase que imediatamente. Uma idéia de um técnico japonês pode ser desenvolvida também por um americano ou coreano e isso não ser espionagem industrial! É como se o conhecimento fosse comunicado através de um campo organizador invisível, o mesmo que faz as células se agruparem em organismos multicelulares, mas saberem que cada uma deve se reproduzir sempre da mesma forma; células de cabelo como cabelo, células de fígado como fígado, e assim por diante.
Tal como as células, os seres humanos estão vendo a necessidade de se agruparem, de se unirem num ideal maior. Os obstáculos são imensos, mas a consciência dessa necessidade já foi despertada no coração e cérebro humanos. A fome, as guerras, as desigualdades sociais persistem e persistirão ainda por muito tempo, mas já não passam mais desapercebidas: há indignação, protestos. Até o fechadíssimo Irã não está imune ao clamor da opinião pública* através da Internet e dos meios de comunicação, bem como também, através de sanções econômicas. O isolamento e o nacionalismo xenófobo já não são possíveis no mundo atual.
Com certeza, o ideal aquariano de Liberdade, Igualdade e Fraternidade ainda está um pouco distante de nós a nível coletivo, mas a percepção desta necessidade já foi adquirida. Todavia, a nível individual, podemos e devemos agir, no sentido de transcender nosso individualismo e de descobrir os laços que nos unem à toda Humanidade, a todas as formas de vida, animada e inanimada, pois Aquário é o signo do aguadeiro, aquele que verte a água da vida sobre a Terra; água que limpa, cura e purifica.

Pietá

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Há algum tempo atrás, viajando pela Europa, tive a felicidade de ver muitas obras de arte. Em Florença, onde estão alguns trabalhos do mestre Michelangelo, há uma escultura chamada Pietá, não a mais conhecida, que se encontra na Basílica de São Pedro, no Vaticano, mas uma outra Pietá, toscamente esculpida, parecendo uma obra inacabada. O que mais chama a atenção na obra são as mãos enormes da madona, tentando sustentar o corpo inerte do filho. Não pude deixar de comentar com a nossa guia, uma simpática e dinâmica senhora de 86 anos, professora da Academia de Belas Artes de Florença, a desproporção que havia naquelas mãos, tão estranhas, ainda mais após termos admirado as proporções perfeitas de outra obra - a estátua de Davi, do mesmo Michelangelo, a poucos passos dali. Como boa professora ela ficou satisfeita com a observação, e explicou que certa feita, ao ser indagado por quê esculpia as “pietá”, o grande mestre afirmou que a dor que sentira ao perder sua mãe era igual à dor que uma mãe sente ao perder um filho, da mesma intensidade, e assim, ele esculpia as pietá para externar sua dor, pois ambas eram uma só e a mesma dor.

Na tentativa de reter o ser amado junto de si, aquelas mãos enormes eram impotentes diante de tal tarefa. A pequena professora italiana conseguiu me comover com seu entusiasmo e paixão, ao explicar a obra do grande artista, repleta de sentimento, ao contrário de outros escultores daquela mesma época.

Quanta profundidade e sabedoria possuía o jovem Michelangelo.
A mesma dor…
Pensei no sofrimento de cada mãe que sofre com a perda real ou não, de um filho, pois essa perda pode ser, não apenas para a morte, mas também para as drogas, ou para outras tantas circunstâncias da vida.
Essa mãe gostaria de ter aquelas mãos enormes da Pietá para erguer seu filho, apoiá-lo, dar-lhe a coragem de enfrentar o mundo e a vida, sem medo de fracassar, sem medo de não ser amado, aceito, respeitado, bem sucedido.
Ter as mãos enormes da Pietá para carregá-lo quando seus pés já não o pudessem fazer, por doença, exaustão, ou simples desânimo.
Ter as mãos da Pietá para acariciá-lo, como quando ele era um menino pequeno e indefeso, e dizer-lhe o quanto é amado e que ela daria tudo que tem para fazê-lo feliz.

Era dessas mãos que o grande artista sentia falta, que tantos seres humanos sentem falta…

Junto meu coração ao de todas as mães que viram seus filhos partirem, de todas as formas possíveis que existem de partir, todas as mães que tentaram salvar seus filhos das garras das drogas, da doença ou das más companhias, todas as mães que sofreram e rezaram e choraram pelas madrugadas afora, temendo que seus filhos não voltassem mais, temendo ouvir o toque do telefone ou campainha anunciando uma tragédia.
De todas nós, Senhor, tende compaixão, tende piedade - Pietá!
Dai-nos força e coragem para não sucumbirmos à dor,
e amor em tal quantidade, que possamos conceder a vida aos nossos filhos pela segunda, terceira, ou enésima vez, ou enfim, dizer entre soluços:
“Seja feita a Vossa vontade”.
E dai-nos outras mãos, mãos muito grandes, mãos enormes…

Polemizando…

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Em janeiro de 2001 eu escrevia para o site Estrela Guia e por engano, uma correspondência minha endereçada ao “Cético” - pseudônimo do jornalista da Revista da Folha, Ricardo Bonalume foi parar no meio de outros textos meus e acabou sendo publicada no site. Na época virei alvo de ataques de grupos como a Sociedade da Terra Redonda,  cientistas, professores universitários e também de outros céticos, enfim, o caso  virou uma enorme polêmica que resultou na criação de um “banco de respostas” no site do colega Carlos Hollanda chamado “Astrologia no Banco dos Réus”. Dessa época guardo boas recordações, principalmente do debate que se estabeleceu entre os colegas e dos apoios que recebi que tenho guardados até hoje e qualquer dia desses conto prá vocês, ok?

Reproduzo abaixo o texto que originou tantas agressões à Astrologia e aos astrólogos.

Abraços,

Divani
 

Carta a um Cético

Olá Cético,

Você que só acredita na ciência oficial e que quer combater a ignorância e a superstição, deveria ter pelos astrólogos a maior admiração.
Sim, porque os astrólogos têm que matar um leão por dia, tentando ensinar pessoas que, como você, emitem juízos de valores sobre assuntos que desconhecem. Fazem como um cego de nascença, afirmando que não existe cor pois nunca a viu e nem faz uma vaga idéia do que seja tal abstração, já que não pode ser apalpada com as mãos, único órgão de que ele dispõe para compreender o mundo à sua volta.

Se você tivesse um pouco de humildade para ler e pesquisar o assunto sobre o qual se dispôs a discorrer, veria que as mais avançadas inteligências da Humanidade, a ele dedicaram seu precioso tempo e admiração, homens como Kepler, Dante Alighieri, Isaac Newton, São Tomás de Aquino, Shakespeare, Balzac, Francis Bacon, Mark Twain, Goethe, Fernando Pessoa, Carl G. Jung, entre outros.

A Astrologia tem hoje 2 adversários principais: os fanáticos religiosos e alguns cientistas que nunca se preocuparam em investigar aquilo que condenam como superstição. Em essência, a Astrologia é o estudo dos ciclos da natureza, e dos seus inter-relacionamentos. A Astronomia é a ciência; a Astrologia é a tecnologia que extrai os dados da Astronomia e coloca essa ciência em prática. Porém, na Idade Média, época de Galileu, de Copérnico e de Kepler, o termo Astronomia não existia e eles eram sim, astrólogos, e não astrônomos como Carl Sagan e muitos outros astrônomos, gostariam que acreditássemos. Foi a Igreja Católica que criou o termo astrônomo para diferenciar aqueles cujos ensinamentos e crenças estavam de acordo com o dogma, daqueles que ousavam afirmar que os corpos celestes influenciavam a vida humana; atitude passível de excomunhão ou morte na fogueira. A Igreja Católica contribuiu muito para o descrédito em que a Astrologia se encontra ainda hoje.

Antes de 1500, todos os locais mais importantes de aprendizado da Europa, todas as universidades, tinham uma faculdade e uma cadeira de Astrologia. Antes deste século e, remontando aos primeiros tempos da Grécia, a Astrologia era uma prática amplamente aceita e respeitada. As pessoas iam consultar um astrólogo como hoje vão ao psicólogo ou ao clínico. Hipócrates, o pai da Medicina moderna, declarou que a Astrologia deveria ser parte integrante da educação de toda pessoa que pretendesse curar os doentes. Numa época em que não se dispunham de modernos exames como hoje, a Astrologia era fundamental para os diagnósticos pois, através da carta natal e do estudo dos trânsitos dos planetas sobre ela, é possível verificar-se, qual parte do corpo está sendo sensibilizada.

Com relação aos adversários religiosos, no Livro bíblico do Eclesiástico (Sirac), 43, 6-10, lemos: O fulgor das estrelas faz a beleza do céu; adornam de luz as alturas do Senhor. À palavra do santo, prontas a executar-Lhe as ordens, como sentinelas incansáveis se mantém.
Se a Astrologia fosse tão profana aos olhos de Deus, seria muito improvável que Ele tivesse conduzido 3 astrólogos ao local de nascimento de Seu filho. Em Mateus, 2, 2, Bíblia Sagrada, Editora Ave Maria Ltda.- SP, há um asterisco após a palavra magos e, na nota de rodapé, lê-se:
Magos: a tradição popular diz que foram reis. Não o sabemos, porém. Deveriam ser sábios, astrônomos ou astrólogos.
Seria interessante especular se a fuga de José e sua família para o Egito, para fugir à matança dos inocentes, ordenada por Herodes, não teria sido financiada pelos caros presentes dados por esses magos…

Carl Gustav Jung, pesquisou e usou a Astrologia como instrumento psicológico em sua clínica, como também pesquisou, durante anos, os aspectos psicológicos do simbolismo alquímico. Ele sempre enfatizou em seus escritos que a Astrologia inclui a soma total de todo o conhecimento psicológico da Antigüidade.
Também afirmou textualmente que: - A Astrologia oferece muito para a Psicologia, mas aquilo que esta última pode oferecer à sua irmã mais velha é muito menos óbvio.
Disse ainda que: se as pessoas, cuja instrução deixa a desejar, acharam que poderiam até hoje, zombar da Astrologia, considerando-a uma pseudo ciência ha tempos liquidada, esta Astrologia, ressurgindo das profundezas da alma popular, novamente apresenta-se hoje, às portas de nossas universidades, que ela deixou há 3 séculos. ( em Seelenprobleme der Gegenwart).

Negar a Astrologia porque ela não pode ser pesada e medida em laboratório é simplista. Muitas descobertas modernas só foram possíveis a partir do desenvolvimento tecnológico. A moderna Física está revolucionando o velho paradigma cartesiano que até hoje tem dominado a mente ocidental. Hoje em dia, há uma concordância geral em que o conhecimento científico está se direcionando para uma realidade não mecânica: o universo começa a parecer muito mais com um grande pensamento do que com uma grande máquina. A mente já não é mais encarada como uma intrusa no reino da matéria e sim, como a criadora e organizadora da matéria. Estudos provam a influência de um poder planejador ou regulador no Universo. Na falta de um termo melhor, podemos chamá-lo de Energia. . Essa idéia é realmente muito nova para as mentes ocidentais mas as religiões orientais nunca se afastaram dela. Energia é uma forma de existência tanto quanto Tempo, Espaço e Matéria. Portanto, temos que nos libertar da abordagem materialista e nos aventurar pelos reinos desconhecidos, libertar nossa criatividade e inspiração, compreendendo que tudo está interligado no Universo (pois ele é o verso Daquele que é Uno)…
E, reza a tradição que o que está em cima é semelhante ao que está embaixo (Hermes Trimegisto).

Pascal disse:
Para serem amadas, as coisas da terra precisam ser conhecidas;
 para serem conhecidas, as coisas divinas precisam ser amadas.

Às vezes a gente pensa em desistir da luta pois é muito difícil tentar explicar esta arte-ciência aos leigos mas é esse amor o que me move….

Divani Mogames Terçarolli