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Chama Sagrada do Espírito

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É tempo de reverenciar a chama sagrada presente em todas as coisas. A chama do espírito que anima a forma exterior e nos torna participantes da natureza de Deus. Sempre concebi Deus como uma imensa fogueira e nós, como aquelas chispinhas que vemos saltando dela. A soma de todas as chipas de fogo não é a fogueira toda, apenas parte dela. Assim também a divindade é muito maior do que podemos conceber em nossas pequenas mentes.

No mito de Prometeu - a quem alguns mitólogos atribuem a criação da espécie humana - vemos o herói entrar secretamente no Olimpo, a morada dos deuses, acender uma tocha no carro do Sol e levá-la para a terra, escondida num caule ôco de árvore onde a entrega aos homens, seus protegidos. O que era atributo divino foi transferido à toda humanidade…

Mas é isso que devemos entender quanto a termos sido feitos ” à Sua imagem e semelhança”. Nada que diga respeito à forma, e sim ao conteúdo. O fato de podermos retornar à fogueira original e nos aquecermos em sua chama… É isto que deve ser honrado e reverenciado…eternamente.

Deus de Vida

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Por que não costumo ir ao templo, você perguntou?

Eu te respondo, então: o templo de meu Deus está em meu coração.

Não há templo mais belo, eu garanto!

A cada respiração, a cada batida do meu coração, meu senhor vive e se alegra comigo.

E eu escuto ele falar de dentro de mim…

E Ele diz…

- Por que Me procurar nos templos escuros?

- Meu templo é toda a Natureza. Nem a maior e mais luxuosa catedral pode se comparar com o templo que Eu fiz… Meu incenso é o perfume de todas as flores e as velas de Meu altar são as estrelas brilhantes do céu.

-Faz minha Vontade quem vive com alegria, não quem se cobre de cinzas e tristezas.

- Sou a Vida que pulsa em cada criatura; a chama que arde no interior de todas as coisas.

- Prefiro que se lembrem de Mim como a criança na manjedoura, que sorri e abre os bracinhos para sua mãe, não como um homem torturado, pregado numa cruz.

- Pois Sou o Deus da Vida e não da morte.

 ***

Desejo a todos ium FELIZ NATAL!

Caminhar com as sandálias alheias…

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Diz o ditado que não se deve julgar o próximo sem que se tenha caminhado uma milha com suas sandálias. É muito fácil julgar o outro e apontar seus defeitos, mas não sabemos o que a pessoa vive, quais são suas dificuldades.  Então não é “caridoso” julgar.

Quem estuda Astrologia menos ainda, pois aprendemos que cada um é uma combinação de fatores, cada um tem uma preponderância de elementos e só de conhecer esse aspecto já podemos ter uma boa indicação do modus operandi de cada um.

Por exemplo, uma pessoa que tenha uma ênfase no elemento água será sempre sensível e suscetível ao ambiente. Como dizer a ela para  não ligar, não se magoar com alguma coisa? Missão impossível!

As pessoas de ar, tão racionais e descoladas nem se lembrariam de uma palavra ou conversa enquanto a sensível pessoa de água ainda estaria remoendo suas emoções.

Os que tem terra como elemento principal logo vem com questões práticas e objetivas, enquanto  os de fogo não podem conter seu entusiasmo e se consomem em projetos que sem a praticidade dos de terra, nunca sairão do papel…

Outro bom exercício, também, é tentar ver a si mesmo de uma outra perspectiva, ou imaginar como voce é visto pelo olhar do outro.

Não se levar muito a sério é um bom começo… Tente olhar o mundo ao seu redor de uma nova perspetiva.

Então abra um novo livro, experimente ver seus problemas sob outra ótica, inove!

Ao menos faça uma tentativa! 

As flexas de Cupido

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O Amor não conhece regras…

Ontem abordando o símbolo sabiano do grau 6 de Sagitário - Um jogo de “críquete” falei das regras que possibilitam viver em sociedade e da necessidade de acatá-las. Falei que uma boa maneira das crianças serem apresentadas a essas regras era através dos jogosd em equipe.

O símbolo de hoje nos fala do amor que, muitas vezes, faz de nós seres anti sociais. O Amor não segue regras. Estar com a pessoa amada é suficiente e o mundo lá fora nem existe. Nos tornamos arredios aos próprios amigos, antes da paixão, tão próximos.

Ainda que seja uma energia divina, na mitologia grega as pessoas não desejavam ser alvejadas pelas flexas de Cupido, pois isso era sinal certo de confusão…rsrsrs. E é mesmo! Mas o Amor também transforma e regenera, claro que algumas vezes ele faz isso de um jeito plutoniano. Aliás, o deus Plutão só veio à superfície da terra duas vezes: uma para se consultar com o centauro Kíron e a outra, justamente, para raptar sua amada Persefone. Em algumas versões, exatamente após ter sido atingido por uma das setas de Cupido, a pedido de  Afrodite.

A deusa do Amor entendia que o apego excessivo que a mãe, a deusa Demeter, tinha pela menina a estava impedindo de crescer e se tornar mulher.  Viver de acordo com sua idade, enfim.

Dessa forma o Amor aparece muitas vezes na vida da gente para precipitar decisões e nos fazer seguir nosso destino. Talvez os pais não aceitem, eles sempre acham os filhos crianças demais, mas a mudança tem que vir. Afinal, é da Lei!

O Halloween e suas origens

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A origem do Halloween está ligada ao festival Celta de Samhain. O nome é derivado do irlandês antigo e significa summer’s end, ou seja, o fim do verão. É quando a estação da Vida, por excelência - o Verão, se encaminha para a estação da Morte - o Inverno. O Samhain celebrava a Festa dos Mortos - a época do ano em que se acreditava que os véus entre este mundo e o outro estivessem mais tênues e os espíritos dos mortos pudessem mais facilmente interagir com os vivos outra vez.

Mais tarde, o festival foi ‘adotado’ pelos cristãos, que o transformaram na comemoração do dia de  Todos os Santos ou All Hallows Evening . Depois passou a chamar All Hallows Eve - véspera deTodos os Santos e, finalmente, se popularizou como Halloween.

Para os pagãos, a morte não era uma coisa a ser temida, mas sim, aceita como parte da vida - tão necessária e benvinda como o nascimento.

A morte também significa um término e o Samhain não era apenas um tempo de refletir sobre a mortalidade, mas também, sobre os términos e as perdas em geral: dos relacionamentos, do emprego, das pessoas queridas e outras mudanças significativas da vida. Um tempo para se distanciar do passado e chegar a um acordo com ele, de forma a seguir adiante e olhar para a frente.

Por isto a celebração acontece no signo de Escorpião. O signo da Morte e da Transformação. É outono no hemisfério norte. Os dias estão cada vez mais curtos. A natureza já iniciou seu caminho rumo à dissolução de todas as formas e substâncias. Morrem as folhas e raízes, morrem galhos e hastes com as primeiras chuvas frias que interrompem o calor do fim do verão.

No signo de Escorpíão se celebra a Morte e a Renúncia.

A Renúncia ou desapego como uma fase necessária para se alcançar um novo limiar. Deixar ir embora o velho, o que não serve mais ao nosso desenvolvimento, para abrir lugar para o novo.

A morte da semente enterrada debaixo da terra para ressurgir triunfante na Primavera como uma nova vida.

A morte da lagarta que dorme em seu casulo para ressurgir gloriosa nas asas da borboleta que  será depois…

E aprendemos, com os ciclos da natureza, que a morte não existe. Ela é apenas um estágio, mais um, do ciclo do eterno viver.

Um conto de Gibran

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O Louco

Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:

Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”

Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.

E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.

Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”

Assim me tornei louco.

E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
*****
Esse lindo poema foi escrito por Khalil Gibran.

Gibran Khalil Gibran, nasceu em 06 de Dezembro de 1883 em Bicharre, no Líbano e morreu em 10 de Abril de 1931, em Nova York.

Foi um ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa.

Khalil Gibran produziu uma obra literária marcada pelo misticismo oriental, que alcançou popularidade em todo o mundo.

A obra literária de Gibran, acentuadamente romântica e influenciada pela Bíblia, Nietzsche e William Blake, trata de temas como o amor, a amizade, a morte e a natureza, entre outros.

Dormir, sonhar… e a importância da “siesta”

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Inspiração para o dia: Quem disse que um cochilo é improdutivo?

Quem nós “pensamos que somos” é realmente uma construção para funcionar no mundo material. Mas abaixo da superfície, existe um mar de consciência fluindo.

A siesta da tarde mostra como o inconsciente, e subconsciente, tendem a emergir para a superfície quando for a hora certa, tendo, talvez,  justamente a coisa certa para dizer ou fazer.

Neste dia, esteja alerta para um momento em que você suavemente entre em siesta. Alguém poderia estar falando enquanto  você se afunda totalmente em uma poltrona muito confortável, quase sem ouvir  conscientemente nenhuma palavra sendo dita. Então, na hora certa, você fala corretamente sobre o assunto.

Em tempos e situações normais, isso pode parecer uma questão de fé. Mas a realidade é que você é muito, muito mais do que  quem você pensa que é. Tire uma siesta e confie na orientação que surgir.

Francisco de Assis, um homem santo além das religiões

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“Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem… Deus quer que ajudemos aos animais,  se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida”.
                                                                                                                                                         (São Francisco de Assis)

Dia 4 de outubro se comemora dia de São Francisco de Assis.

Francisco pregava a paz nas relações humanas e considerava que os animais e todos os elementos da natureza faziam parte da mesma rede, da mesma irmandade diante de Deus”, por isto é considerado um precursor da Ecologia.

Seu Cântico ao Irmão Sol celebra os 4 elementos da Natureza e saúda a Morte como irmã da Vida. Francisco realmente é um homem santo, que é reverenciado e reconhecido como tal, por crentes de todas as religiões.

O Cântico do Sol

Altíssimo, todo-poderoso bom Senhor
 Seus são os louros, a gloria, a honra e todas as bênçãos
 Somente a Ti são reservadas
 e homem algum é digno de te mencionar

Louvado seja, meu Senhor, com todas suas criaturas principalmente com o senhor irmão sol,
 que é dia e ilumina por isso.
 E ele é belo irradiando imenso esplendor;
 de ti, traz o significado.

Louvado seja, meu Senhor, pelas irmãs lua e estrelas,
 que no céu criaste claras, preciosas e belas

Louvado seja, meu Senhor, pelo irmão vento
 e pelo ar e as nuvens e o céu azul e para qualquer tempo,
 pelos quais às tuas criaturas fornece alimento.

Louvado seja, meu Senhor, pela irmã água,
 a qual é muito útil e humilde e preciosa e pura.

Louvado seja, meu Senhor, pelo irmão fogo,
 pelo qual iluminas as noites,
 e ele é belo, brincalhão, robusto e forte.

Louvado seja, meu Senhor, pela irmã nossa mãe terra,
 que nos sustenta e governa,
 e produz diversos frutos, com flores coloridas e grama.

Louvado seja, meu Senhor, por aqueles que perdoam pelo seu amor,
 e suportam infinitas tribulações.
 Abençoados os que as suportarão em paz,
 que por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado seja, meu Senhor, pela irmã morte corporal,
 à qual nenhum homem vivo pode escapar

Ai dos que morrerão em pecado mortal;
 abençoados aqueles que se encontrarão nas tuas santíssimas vontades,
 que a segunda morte não lhes fará mal

Louvem e abençoem o meu Senhor,
 e agradeçam e sirvam-no com grande humildade.

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A atitude de Francisco diante da natureza não podia passar despercebida aos ecologistas e a quantos se preocupam com o meio ambiente. Já em 1966 o historiador Lynn White, numa reunião da “Associação americana para o progresso da ciência”, propunha que São Francisco fosse o patrono dos ecologistas. Pouco tempo depois, em 1979, João Paulo II declarava São Francisco de Assis patrono dos ecologistas.

Equilíbrio

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É muito dificil manter o equilíbrio nos dias de hoje. Tanta coisa a nos “tirar do sério”… trânsito, política, criminalidade, injustiças. Mas ser santo num lugar perdido do Himalaia é fácil, quero ver manter a serenidade aqui e agora. Já dizia meu velho mestre: é na guerra que se ganham medalhas”… Ele tinha razão!

Essa conversa me fez recordar um poema que era bastante conhecido no meus tempos de criança, quando os cadernos escolares traziam nas capas poemas, versinhos ou as letras dos hinos Nacional e da Independencia. Transcrevo abaixo. 

SE
(tradução de Guilherme de Almeida)

Se és capaz de manter a tua calma quando
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti, quando estão todos duvidando
E para estes no entanto, achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar, sem te desesperares
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais nem pretensioso

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a derrota e o triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma a estes dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E, as coisas porque desta vida, estraçalhadas,
E refazê-las com bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perdes, e ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
A dar, seja o que for, que neles ainda existe
E a persistir assim quando exausto, contudo,
Resta a vontade em ti, que ainda ordena: persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
E, entre reis, não perder a naturalidade;
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes;
Se a todos podes, ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo
Ao minuto fatal todo valor e brilho;
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E - o que é muito mais - és um homem, meu filho!

—-

Pena que hoje em dia os pais ensinem aos filhos coisas tão diferentes…

O Segredo da Felicidade

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Era uma vez um homem de negócios que tinha um filho. Desejava para ele o melhor, assim que, um dia decidiu enviá-lo em busca do segredo da felicidade e isto somente o mais sábio entre os sábios poderia dar-lhe.

O jovem caminhou durante quarenta dias e quarenta noites atravessando o deserto e, finalmente, chegou a um belíssimo castelo em cima de uma montanha. Ali vivia o sábio, objetivo de sua busca.

Em vez de encontrar um lugar santo, o que o jovem viu se assemelhava mais a um enorme centro de negócios e atividades diversas. Compradores e vendedores entravam e saíam da sala principal, em distintos lugares se viam pessoas das mais diversas procedências conversando sobre os mais inusitados assuntos. Em outro local uma pequena orquestra tocava suaves melodias e inclusive havia uma mesa cheia das mais preciosas iguarias. O sábio falava com uns e com outros e o jovem se impacientava esperando sua vez.

Finalmente, nosso amigo teve a oportunidade de falar com o sábio e de contar-lhe o motivo de sua visita e ele lhe responde que, francamente, não tem tempo para revelar-lhe o segredo da felicidade, mas lhe sugere dar uma volta pelo palácio e regressar duas horas depois.

- Vou pedir-lhe também um favor - acrescentou o sábio. E imediatamente lhe oferece uma pequena colher sobre a qual coloca duas gotas de azeite: “Ao longo de seu passeio deve levar consigo esta colher, prestando muita atenção para não derramar seu conteúdo”.

O jovem começa a subir e descer escadas, sempre com o olhar fixo na sua colher. Caminha por grandes corredores, entra em diferentes salas, e sempre com o olhar fixo na colher. Ao final das duas horas regressou para junto do sábio e este lhe pergunta:

- Bem, querido amigo, imagino que tenha visto as tapeçarias da Pérsia que se encontram na sala de jantar. E o que me diz dos valiosos pergaminhos de minha biblioteca e do jardim, o qual levou dez anos para ser criado por nosso Mestre Jardineiro?

O jovem bastante confuso por não ter visto nada de tudo aquilo, lhe responde que sua única preocupação estava em conservar as duas gotinhas de azeite.

- Neste caso - responde o sábio - percorra de novo meu palácio, aprecie e desfrute de suas maravilhas de meu universo, pois está dito que não se deve confiar em ninguém que não se conhece a casa que habita.

Mais confiante, o jovem, sempre com sua colher, começa de novo o seu passeio pelo castelo e desta vez, verdadeiramente, vê os magníficos tapetes, os quadros, os cristais, todas as obras de arte penduradas nas paredes e sobre o chão. Fica maravilhado com o jardim rodeado de montanhas, com a delicadeza das flores, com o refinamento de cada objeto e como tinham sido colocados no lugar adequado com enorme carinho.

De novo na presença o sábio, o jovem lhe conta detalhadamente tudo o que tinha visto e, finalmente, este lhe pergunta:

- Mas… onde estão as duas gotas de azeite que lhe confiei?

O jovem se dá conta de que as tinha perdido.

- Pois bem, este é o único segredo que posso dar-lhe: o segredo da felicidade consiste em olhar todas as maravilhas do mundo, mas sem jamais se esquecer das duas gotas de azeite que eu lhe confiei.