AstroBrasil

Sobre ser Mãe

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Que pena que não fui mãe. Meu tempo de ter filhos passou. Sou uma árvore que não cumpriu seu papel da dar frutos e gerar novas sementes.

Ouvi uma mulher se lamentando enquanto passeava pela praça numa dessas manhãs de maio. Não a conhecia, são essas conversas que flagramos sem querer e nem sabemos como começaram ou como terminaram, mas não resisti e respondi mentalmente:

Minha querida. todas as mulheres são mães, aliás, elas já nascem mães. Cada vez que você consolou alguém, ouviu suas queixas, deu colo, voce estava exercendo seu ofício de mãe. Cada criatura de Deus que você acolhe com seu amor é seu filho, seja humano ou animal. Ser mãe é acolhimento, incentivo, compaixão. E sei que você é muito mais mãe do que muitas que geram um novo ser dentro de seus corpos mas aprisionam e destroem suas almas.

Feliz dia das Mães prá você amiga!

Beijos mil!

Crises

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Uma amiga me escreveu contando que está vivendo um momento muito difícil – o fim de um casamento de quase 40 anos. Ela está precisando ficar sozinha. Arrumar a cabeça, por as idéias em ordem.

Ela parece estar com vergonha de mim, das pessoas conhecidas, do mundo todo. Não sabe o que dizer. Talvez ache que precisa se justificar. Parece difícil ela entender que eu compreendo, que não precisa me dar explicações, nada. Eu sei. Não é pretensão minha, nem estou querendo posar de superior. Acontece que a Astrologia nos ajuda a entender exatamente os ciclos de vida. Da vida de um país até a nossa vidinha pessoal.

Engraçado que tenho atendido quase que exclusivamente pessoas de signos cardeais ultimamente. Precisamente os signos que mais estão passando por mudanças radicais de vida: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio.
Isso porque Urano, o planeta da liberdade, das rupturas e revoluções – está em Áries, e Plutão, o planeta da morte, transformação e regeneração, em Capricórnio.  No céu estes astros estão desenhando um ângulo de 90 graus, significando tensão e conflito, que vai perdurar por um bom tempo. Os outros signos, Câncer e Libra, recebem, igualmente, aspectos tensos desses dois. Essa pressão para mudar vale tanto para os indivíduos, quanto para o mundo em geral, que vem passando por grandes transformações: crise do sistema capitalista, desemprego, aumento da criminalidade, corrupção, etc. Parece que chegamos ao fundo do poço. Acontece que quando batemos no fundo é que podemos tomar impulso para re-começar a subida. Algo de novo está nascendo. Mas não há nascimento sem dor.

Com as pessoas ocorre o mesmo, de tempos em tempos vivemos crises de crescimento. As pessoas mudam, se transformam. Aos 50 anos não somos mais as mesmas pessoas que éramos aos 20 ou aos 40. E nesse processo a gente vai perdendo contato com a nossa essência. Vamos levando a vida, muitas vezes sem prestar atenção aos sinais de insatisfação emitidos pelo nosso íntimo, tentando silenciar nossa insatisfação, dizendo a nós mesmos que o que estamos sentindo é bobagem, que é normal, que vai passar… etc., etc., etc.

Mas nem sempre evoluímos de forma gradativa , especialmente quando resistimos por muito tempo aos ventos da mudança. Chega uma hora em que o dique se rompe… de vez! Então queremos nos esconder, fugir ou apenas lastimar. Mas é o tempo de olhar prá dentro da gente e tentar ver em que nos transformamos. Temos que tratar de adequar o lado de fora ao lado de dentro. Nossa vida exterior deve refletir nossa nova realidade interior ou não estaremos sendo honestos com nós mesmos. A ordem que vem de dentro é “ou muda ou morre”. Não dá prá viver na mentira, na ilusão. Não é fácil mudar, realmente, mas é necessário. E mais saudável.

Amiga, percebe porque entendo perfeitamente o que você está passando?
Afinal, há 18 anos que, através da Astrologia, eu ouço, entendo e tento ajudar pessoas a entenderem a si mesmas.

Quando você “estiver a fim”… vamos conversar?

A Sabedoria de uma Grande Alma…

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Perguntaram a Mahatma Gandhi (Maha - grande - Atma - Alma)

quais são os fatores que destroem os seres humanos.

Ele respondeu:

A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os Negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
a Oração, sem caridade.

A vida me ensinou:

que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.

A vida é como um espelho:
se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A atitude que eu tomar perante a vida é
a mesma que a vida vai tomar perante mim.

“Quem quer ser amado, ame!”

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Os verdadeiros sábios são assim:  simples e diretos!

Chama Sagrada do Espírito

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É tempo de reverenciar a chama sagrada presente em todas as coisas. A chama do espírito que anima a forma exterior e nos torna participantes da natureza de Deus. Sempre concebi Deus como uma imensa fogueira e nós, como aquelas chispinhas que vemos saltando dela. A soma de todas as chipas de fogo não é a fogueira toda, apenas parte dela. Assim também a divindade é muito maior do que podemos conceber em nossas pequenas mentes.

No mito de Prometeu - a quem alguns mitólogos atribuem a criação da espécie humana - vemos o herói entrar secretamente no Olimpo, a morada dos deuses, acender uma tocha no carro do Sol e levá-la para a terra, escondida num caule ôco de árvore onde a entrega aos homens, seus protegidos. O que era atributo divino foi transferido à toda humanidade…

Mas é isso que devemos entender quanto a termos sido feitos ” à Sua imagem e semelhança”. Nada que diga respeito à forma, e sim ao conteúdo. O fato de podermos retornar à fogueira original e nos aquecermos em sua chama… É isto que deve ser honrado e reverenciado…eternamente.

Deus de Vida

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Por que não costumo ir ao templo, você perguntou?

Eu te respondo, então: o templo de meu Deus está em meu coração.

Não há templo mais belo, eu garanto!

A cada respiração, a cada batida do meu coração, meu senhor vive e se alegra comigo.

E eu escuto ele falar de dentro de mim…

E Ele diz…

- Por que Me procurar nos templos escuros?

- Meu templo é toda a Natureza. Nem a maior e mais luxuosa catedral pode se comparar com o templo que Eu fiz… Meu incenso é o perfume de todas as flores e as velas de Meu altar são as estrelas brilhantes do céu.

-Faz minha Vontade quem vive com alegria, não quem se cobre de cinzas e tristezas.

- Sou a Vida que pulsa em cada criatura; a chama que arde no interior de todas as coisas.

- Prefiro que se lembrem de Mim como a criança na manjedoura, que sorri e abre os bracinhos para sua mãe, não como um homem torturado, pregado numa cruz.

- Pois Sou o Deus da Vida e não da morte.

 ***

Desejo a todos ium FELIZ NATAL!

Caminhar com as sandálias alheias…

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Diz o ditado que não se deve julgar o próximo sem que se tenha caminhado uma milha com suas sandálias. É muito fácil julgar o outro e apontar seus defeitos, mas não sabemos o que a pessoa vive, quais são suas dificuldades.  Então não é “caridoso” julgar.

Quem estuda Astrologia menos ainda, pois aprendemos que cada um é uma combinação de fatores, cada um tem uma preponderância de elementos e só de conhecer esse aspecto já podemos ter uma boa indicação do modus operandi de cada um.

Por exemplo, uma pessoa que tenha uma ênfase no elemento água será sempre sensível e suscetível ao ambiente. Como dizer a ela para  não ligar, não se magoar com alguma coisa? Missão impossível!

As pessoas de ar, tão racionais e descoladas nem se lembrariam de uma palavra ou conversa enquanto a sensível pessoa de água ainda estaria remoendo suas emoções.

Os que tem terra como elemento principal logo vem com questões práticas e objetivas, enquanto  os de fogo não podem conter seu entusiasmo e se consomem em projetos que sem a praticidade dos de terra, nunca sairão do papel…

Outro bom exercício, também, é tentar ver a si mesmo de uma outra perspectiva, ou imaginar como voce é visto pelo olhar do outro.

Não se levar muito a sério é um bom começo… Tente olhar o mundo ao seu redor de uma nova perspetiva.

Então abra um novo livro, experimente ver seus problemas sob outra ótica, inove!

Ao menos faça uma tentativa! 

As flexas de Cupido

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O Amor não conhece regras…

Ontem abordando o símbolo sabiano do grau 6 de Sagitário - Um jogo de “críquete” falei das regras que possibilitam viver em sociedade e da necessidade de acatá-las. Falei que uma boa maneira das crianças serem apresentadas a essas regras era através dos jogosd em equipe.

O símbolo de hoje nos fala do amor que, muitas vezes, faz de nós seres anti sociais. O Amor não segue regras. Estar com a pessoa amada é suficiente e o mundo lá fora nem existe. Nos tornamos arredios aos próprios amigos, antes da paixão, tão próximos.

Ainda que seja uma energia divina, na mitologia grega as pessoas não desejavam ser alvejadas pelas flexas de Cupido, pois isso era sinal certo de confusão…rsrsrs. E é mesmo! Mas o Amor também transforma e regenera, claro que algumas vezes ele faz isso de um jeito plutoniano. Aliás, o deus Plutão só veio à superfície da terra duas vezes: uma para se consultar com o centauro Kíron e a outra, justamente, para raptar sua amada Persefone. Em algumas versões, exatamente após ter sido atingido por uma das setas de Cupido, a pedido de  Afrodite.

A deusa do Amor entendia que o apego excessivo que a mãe, a deusa Demeter, tinha pela menina a estava impedindo de crescer e se tornar mulher.  Viver de acordo com sua idade, enfim.

Dessa forma o Amor aparece muitas vezes na vida da gente para precipitar decisões e nos fazer seguir nosso destino. Talvez os pais não aceitem, eles sempre acham os filhos crianças demais, mas a mudança tem que vir. Afinal, é da Lei!

O Halloween e suas origens

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A origem do Halloween está ligada ao festival Celta de Samhain. O nome é derivado do irlandês antigo e significa summer’s end, ou seja, o fim do verão. É quando a estação da Vida, por excelência - o Verão, se encaminha para a estação da Morte - o Inverno. O Samhain celebrava a Festa dos Mortos - a época do ano em que se acreditava que os véus entre este mundo e o outro estivessem mais tênues e os espíritos dos mortos pudessem mais facilmente interagir com os vivos outra vez.

Mais tarde, o festival foi ‘adotado’ pelos cristãos, que o transformaram na comemoração do dia de  Todos os Santos ou All Hallows Evening . Depois passou a chamar All Hallows Eve - véspera deTodos os Santos e, finalmente, se popularizou como Halloween.

Para os pagãos, a morte não era uma coisa a ser temida, mas sim, aceita como parte da vida - tão necessária e benvinda como o nascimento.

A morte também significa um término e o Samhain não era apenas um tempo de refletir sobre a mortalidade, mas também, sobre os términos e as perdas em geral: dos relacionamentos, do emprego, das pessoas queridas e outras mudanças significativas da vida. Um tempo para se distanciar do passado e chegar a um acordo com ele, de forma a seguir adiante e olhar para a frente.

Por isto a celebração acontece no signo de Escorpião. O signo da Morte e da Transformação. É outono no hemisfério norte. Os dias estão cada vez mais curtos. A natureza já iniciou seu caminho rumo à dissolução de todas as formas e substâncias. Morrem as folhas e raízes, morrem galhos e hastes com as primeiras chuvas frias que interrompem o calor do fim do verão.

No signo de Escorpíão se celebra a Morte e a Renúncia.

A Renúncia ou desapego como uma fase necessária para se alcançar um novo limiar. Deixar ir embora o velho, o que não serve mais ao nosso desenvolvimento, para abrir lugar para o novo.

A morte da semente enterrada debaixo da terra para ressurgir triunfante na Primavera como uma nova vida.

A morte da lagarta que dorme em seu casulo para ressurgir gloriosa nas asas da borboleta que  será depois…

E aprendemos, com os ciclos da natureza, que a morte não existe. Ela é apenas um estágio, mais um, do ciclo do eterno viver.

Um conto de Gibran

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O Louco

Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:

Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”

Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.

E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.

Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”

Assim me tornei louco.

E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
*****
Esse lindo poema foi escrito por Khalil Gibran.

Gibran Khalil Gibran, nasceu em 06 de Dezembro de 1883 em Bicharre, no Líbano e morreu em 10 de Abril de 1931, em Nova York.

Foi um ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa.

Khalil Gibran produziu uma obra literária marcada pelo misticismo oriental, que alcançou popularidade em todo o mundo.

A obra literária de Gibran, acentuadamente romântica e influenciada pela Bíblia, Nietzsche e William Blake, trata de temas como o amor, a amizade, a morte e a natureza, entre outros.

Dormir, sonhar… e a importância da “siesta”

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Inspiração para o dia: Quem disse que um cochilo é improdutivo?

Quem nós “pensamos que somos” é realmente uma construção para funcionar no mundo material. Mas abaixo da superfície, existe um mar de consciência fluindo.

A siesta da tarde mostra como o inconsciente, e subconsciente, tendem a emergir para a superfície quando for a hora certa, tendo, talvez,  justamente a coisa certa para dizer ou fazer.

Neste dia, esteja alerta para um momento em que você suavemente entre em siesta. Alguém poderia estar falando enquanto  você se afunda totalmente em uma poltrona muito confortável, quase sem ouvir  conscientemente nenhuma palavra sendo dita. Então, na hora certa, você fala corretamente sobre o assunto.

Em tempos e situações normais, isso pode parecer uma questão de fé. Mas a realidade é que você é muito, muito mais do que  quem você pensa que é. Tire uma siesta e confie na orientação que surgir.